Qualidade de vida <br> em Arraiolos
A obra realizada pela CDU no concelho de Arraiolos está à vista e é bem conhecida pela população. Nos órgãos do município (Câmara e Assembleia Municipal) e nas freguesias (juntas e assembleias) os eleitos da CDU têm dedicado o melhor do seu empenho e determinação na resolução dos principais problemas do concelho.
O Avante! foi falar com Sílvia Pinto, cabeça de lista à Câmara Municipal de Arraiolos, que prometeu, numa mensagem dirigida à população, continuar a apostar no acesso à cultura e ao desporto, no movimento associativo e no diálogo com todos os agentes do concelho.
Prosseguindo o trabalho realizado, não serão esquecidos os mais jovens e os mais idosos, através da modernização dos equipamentos existentes (creches, jardins-de-infância, escolas, centros de convívio e de dia, lares, centros culturais e sociais).
«Hoje temo sum Orçamento igual ao de há dez anos»
Sílvia Pinto tem 33 anos, é licenciada em ensino de biologia e geologia, mestre em educação para a saúde e membro do Movimento Democrático de Mulheres. Actualmente, é vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, cargo que exerce desde 2005, e membro da Comissão Concelhia do PCP.
Embora tivesse nascido depois do 25 de Abril, tem uma noção muito nítida do que era e do que é hoje o concelho onde vive. «Imagens» que foi recolhendo pelas histórias da sua família, «que me contavam como era viver em ditadura» e «memórias longínquas» de ver, com os seus olhos, «as aldeias todas reviradas, no sentido em que estavam a ser instaladas as redes de saneamento básico».
«De lá para cá essa questão foi evoluindo de tal forma que hoje temos uma cobertura de água e de saneamento básico de 100 por cento. Temos ainda acesso à cultura e ao desporto, algo que para os meus pais só foi possível mais recentemente, porque na sua juventude só havia os bailaricos, quando tinham e podiam ir. Era uma vida de trabalho e de muito pouca animação», salientou, dando a conhecer, ainda nesta área, os equipamentos que foram crescendo naquele concelho, como as piscinas municipais, as escolas, as bibliotecas, o cine-teatro, os parques desportivos, o Complexo da Manizola, os polidesportivos nas freguesias, o centro interpretativo do mundo rural, entre muitos outros.
«Ao longo destes mais de 30 anos foi--se facilitando o acesso de todos a uma maior qualidade de vida, e foi isso que eu própria fui sentindo e acompanhando desde muito pequenina», acrescentou. Valorizar a educação A fixação das populações, através da educação, é, de igual forma, uma aposta da autarquia.
«Há já algum tempo que a Câmara promove o fornecimento de refeições escolares a todos os alunos do 1.º ciclo e do pré-escolar, em espaços afectos à Câmara e noutros locais, através de protocolos com as instituições do concelho», destacou Sílvia Pinto, valorizando a «questão da parceria, do sabermos trabalhar em conjunto com as instituições, o que muitas vezes é uma mais-valia para nós, autarquia, e para as instituições. Esta é também uma riqueza do nosso concelho.» «Há uma colaboração entre todos para que se consiga dar resposta às necessidades do momento», acentuou a candidata, dando um outro exemplo: «Muito antes de surgirem as Actividades de Enriquecimento Curricular, já nós tínhamos um projecto de natação, nas piscinas municipais, com as escolas do primeiro-ciclo e do pré-escolar. Uma vez por semana, pelo menos, um autocarro vai buscar as crianças a várias localidades.»
O mesmo acontece relativamente ao ensino da música, dirigindo-se um professor às escolas do concelho. «Sem dúvida que a educação tem sido uma grande aposta do município», sublinhou.
Fixar as populações
Sílvia Pinto acredita que o próximo executivo da Câmara de Arraiolos vai ser, uma vez mais, da CDU, a única força política que tem propostas e projectos para o desenvolvimento do concelho. O segredo deste sucesso, confessou, está «no saber trabalhar em equipa, no falar com as populações e com as associações. É este contacto que faz com que as pessoas se revejam na CDU», sendo estes os seus principais aliados na próxima batalha eleitoral, que se realizará no dia 29 de Setembro.
Neste sentido, para o próximo mandato, uma das prioridades para a CDU será, enumerou a candidata, a «fixação da população», através do «aumento dos nossos loteamentos industriais», por um lado, e a criação de «condições de fixação, com um bom parque escolar, com respostas sociais, com melhor cultura, apoiando o movimento associativo», por outro.
«Há questões que, não estando sob a nossa alçada, como a criação do emprego, são fundamentais», acrescentou, prometendo «continuar a trabalhar com o movimento associativo, com as instituições de solidariedade social, que são fundamentais para dar resposta aos mais velhos, mas também para criar emprego». «É nesta linha que acreditamos que este concelho vai continuar a ir para a frente, promovendo a qualidade de vida dos nossos munícipes», referiu.
Contar com a CDU
Sílvia Pinto dirigiu ainda uma mensagem aos trabalhadores da autarquia. «Não há duvidas que é a CDU a única força que tem defendido os direitos dos trabalhadores. Não é o PS nem o PSD, muito pelo contrário. Estes partidos têm sido os fomentadores do retirar de direitos», acusou. «A população também sabe que pode contar com a CDU para desenvolver este concelho, da mesma forma como o tem feito até aqui», salientou, esperando que daqui a quatro anos este «continue a promover uma boa qualidade de vida aos seus munícipes».
Governos promovem o desemprego
«Nós tínhamos razão»
Mas os tempos não são apenas de progressos. Há áreas, da responsabilidade do Poder Central, onde se deram dramáticos recuos, que se repercutem directamente na vida das pessoas. Logo a seguir ao 25 de Abril, no concelho de Arraiolos, foram criados muitos postos de trabalho, e, em colaboração com as estruturas criadas pela Reforma Agrária – UCP e Cooperativas Agrícolas – atingiu-se o quase pleno emprego.
«Neste momento existe muito desemprego», lamentou Sílvia Pinto, explicando que com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia «quem estava a trabalhar na agricultura foi saindo, deslocando-se para a construção civil, que, agora, não está nada famosa. Portanto, estas pessoas estão no desemprego.»
Na agricultura o que acabou por se desenvolver foi a vinha. «Temos sete adegas no nosso concelho, mas o trabalho neste tipo de cultura já não necessita tanto do homem», explicou, desabafando: «Espero que agora as pessoas vejam que nós [PCP e CDU] tínhamos razão, que a agricultura nunca devia ter sido abandonada».
Lutas travadas
O encerramento de serviços públicos e de instituições de ensino é outra das consequências da política seguida pelos sucessivos governos do PS e do PSD, com ou sem o CDS. «Desde o governo de Sócrates que cada vez que ligamos a televisão sabemos que alguma coisa vai correr mal. Julgo que em todos os finais dos anos lectivos tivemos de batalhar para que nenhuma escola encerrasse», criticou a candidata, que não compreende os argumentos invocados: «questões pedagógicas».
«O que eles querem é menos um professor, menos um auxiliar. É mesmo uma questão de cortes», referiu Sílvia Pinto, informando que todos os anos a Câmara dirige-se à Direcção Regional de Educação para dar a conhecer «os projectos que as escolas fazem» e que «os meninos não estão isolados», antes «integrados com o resto da comunidade».
Outra das lutas travadas por esta autarquia prende-se com a extinção de freguesias (Santa Justa, S. Gregório, Sabugueiro e S. Pedro da Gafanhoeira). «As próprias comunidades percebem que a extinção de freguesias não é uma questão financeira, mas sim de limitar a democracia», acentuou a cabeça de lista à Câmara de Arraiolos, lamentando o facto de agora as pessoas se sentirem abandonadas «porque no fundo tinham ali um espaço onde podiam dar a sua opinião, onde tinham apoio para tudo o que precisassem».
Cortes no Poder Local
A redução da capacidade de investimento, com as constantes alterações à Lei das Finanças Locais e a implementação da Lei dos Compromissos, sempre em prejuízo das autarquias, e, logo, das populações, é outro dos problemas levantados por Sílvia Pinto. «Hoje temos um Orçamento igual ao de há dez anos. Com a evolução de todos os custos, desde a electricidade ao aumento dos combustíveis, dá para ver a limitação que está a ser criada aos municípios», sublinhou.